Comprou Cotas de Multipropriedade e deseja cancelar? Confira nosso Guia Prático 2026 e saiba como cancelar o contrato de multipropriedade e recuperar os valores pagos de forma segura.

- 1. Guia Prático: Como Cancelar e Recuperar Valores das Cotas Resorts
- 1.1 Primeiro Passo: Reunião da documentação.
- 1.2 Segundo Passo: Explicar para nossos advogados os detalhes da sua situação.
- 1.3 Terceiro Passo: Análise do Contrato e das cláusulas abusivas
- 1.4 Quarto Passo: Definição da melhor blindagem para o consumidor
- 1.5 Quinto Passo: Iniciar o Processo Judicial de Cancelamento
- 2. Por que tantas pessoas estão tendo problemas com a Multipropriedade?
1. Guia Prático: Como Cancelar e Recuperar Valores das Cotas Resorts
Se você se arrependeu de comprar as Cotas Resorts, aprenda o passo passo para realizar o cancelamento (distrato) seguro de seu contrato
É importante você já saber que é na Justiça onde ocorre o resultado deste passo a passo para o Cancelamento e recuperação do maior percentual de valores pagos que você pagou.
Esse passo a passo foi construído pela nossa equipe de advogados com base nos vários casos em que conseguimos cancelar os contratos de nossos clientes e recuperar os valores para eles.
Vamos ao passo a passo!
1.1 Primeiro Passo: Reunião da documentação.
Para dar entrada no processo judicial, para cancelamento do contrato e recuperação dos valores pagos, é importante reunir alguns documentos e informações.
Esses são alguns documentos para fazer o passo a passo de cancelamento do contrato de Cotas de Multipropriedade
- Cópia do Contrato: algumas vezes a empresa não fornece imediatamente uma cópia do contrato
- Comprovantes de valores pagos: seja valor de entrada, de comissão de corretagem, parcelas ou outros valores. Quando a empresa não fornece uma cópia do contrato, o comprovante de valores pagos serve para demonstrar ao Juiz que o consumidor firmou o contrato
- Materiais de publicidade e marketing: esses materiais podem conter informações e dados que ajudam no processo judicial de cancelamento;
- Fotos do evento de venda e da conversa com o vendedor: às vezes os vendedores e promotores de vendas da empresa de Cotas de Resorts fazem algumas fotos com os consumidores.
- Prints de conversas pelo WhatsApp: as conversas demonstram o contexto da situação de cada consumidor junto ao atendimento da empresa das Cotas
- E-mails enviados e recebidos: os e-mail também demonstram os fatos e contexto da relação
Os principais documentos são o Contrato e/ou os Comprovantes de Pagamento; precisamos deles para buscar o cancelamento
Os demais documentos são secundários, ou seja, mesmo sem eles podemos buscar o cancelamento
1.2 Segundo Passo: Explicar para nossos advogados os detalhes da sua situação.
A Empresa de Cotas de Resorts e seus vendedores realizam as mesmas táticas e técnicas de vendas; é como se existisse um “Manual de Vendas”.
Mas a depender das palavras, atitudes, condutas e promessas do vendedor que realizou seu atendimento, é possível que você também tenha direito de receber indenização por dano moral, além da recuperação de até 100% do que você pagou.
É importante que nossos especialistas conversem com você, para entender como tudo ocorreu, como eles te abordaram, onde foi a conversa, como foi a conversa com eles, se eles te prometeram benefícios e retorno financeiro, se no momento da venda eles te ofereceram bebida alcoólica etc.
Tudo isso é importante, porque nossos advogados precisam saber exatamente como você foi convencido a comprar as Cotas de Multipropriedade, e isso é importante para o sucesso do Processo de Cancelamento, para a recuperação dos valores e eventual indenização por danos morais.
1.3 Terceiro Passo: Análise do Contrato e das cláusulas abusivas
Podem existir várias irregularidades, desde o momento da abordagem do consumidor, da apresentação do empreendimento pelo vendedor, da forma como o vendedor tenta convencer o consumidor, e também nas cláusulas do contrato que você assinou.
As cláusulas que são abusivas precisam ser informadas no processo judicial, porque nossa equipe precisa pedir ao Juiz que anule essas cláusulas ilegais.
Essa análise das cláusulas precisa ser feita em cada contrato, de cada cliente e de cada empreendimento. Se, por exemplo, o consumidor comprou cotas de várias empreendimentos (em cidades diferentes), é importante que nossa equipe analise os contratos de cada empreendimento.
Um exemplo de cláusula ilegal, é a cláusula de Comissão de Corretagem, a depender do seu caso. Isso porque na prática a Comissão de Corretagem não deveria ser cobrada quando apenas um vendedor (que não é Corretor) é quem faz a venda.
É o seguinte, a Comissão de Corretagem – que muitas vezes é chamada de “entrada” – não poderia ter sido cobrada de você se você não foi atendido por Corretor de Imóvel habilitado, mas apenas por um vendedor; e vendedor não tem direito à Comissão de Corretagem.
1.4 Quarto Passo: Definição da melhor blindagem para o consumidor
A depender da situação do consumidor e da vida financeira do consumidor é necessário um cuidado especial.
Nossos advogados precisam verificar o tamanho do problema, ou seja:
- se o consumidor está em risco iminente de ser negativado no SPC e SERASA;
- se o consumidor precisa suspender urgentemente as parcelas que irão se vencer nos próximos meses, evitando o crescimento da dívida;
- se além do consumidor mais alguém assinou o contrato, como garantidor do pagamento das Cotas
- se o cliente precisa de uma Liminar Judicial ou não, no processo judicial de cancelamento.
Esse Quarto Passo é a chamada “Blindagem sob Medida”, ou seja, preparar um processo judicial na exata necessidade e segurança que o consumidor precisa para cancelar o contrato, recuperar o que o consumidor pagou, evitar um acúmulo de dívida das parcelas futuras e evitar seja colocado no SPC/SERASA.
1.5 Quinto Passo: Iniciar o Processo Judicial de Cancelamento
Como já dissemos acima, a forma mais segura de cancelar o contrato de Cotas de Resorts é através de um Processo Judicial.
Nesse Processo Judicial, a depender a situação e necessidade de cada consumidor, nosso foco é pedir que o Juiz:
- Cancele o Contrato de Cotas Resorts;
- Suspenda a Cobranças das parcelas futuras
- Determine a não negativação do consumidor no SPC/SERASA.
- Determine que restituição legal dos valores pagou pelo consumidor, de qualquer tipo, seja entrada, comissão de corretagem, parcelas etc
A depender do caso do consumidor, pediremos que o Juiz determine uma decisão de urgência no início do Processo (chamada de “liminar”) para proteger e blindar o consumidor em várias aspectos.
O Código de Defesa do Consumidor e o STJ, assim como diversos tribunais estaduais, confirmam que o consumidor tem direito ao cancelamento
2. Por que tantas pessoas estão tendo problemas com a Multipropriedade?
A maioria dos clientes que nos procuram para cancelar o contrato de Cotas de Multipropriedade descrevem que estão arrependidos porque sequer queriam comprar as Cotas, que isso não estava nos planos, mas que compraram porque foram vítimas da Venda Emocional
Mas então por qual motivo tantas pessoas compram Cotas de Resorts? A resposta é simples: eles são muito bons em convencer e vender, mas a forma como aplicam as técnicas de vendas vem fazendo com que os Tribunais determinem o cancelamento do contrato
Os clientes, que chegam diariamente em nosso escritório, contam a mesma história:
- Foram abordados durante uma viagem, por um representante da Empresa
- Receberam um convite de ir numa apresentação rápida, e que para isso receberiam voucher de restaurante, de show, descontos em hotéis e outros benefícios
- Foram levados para um local onde receberam a proposta de investimento imobiliário, em que o vendedor garantia retorno financeiro e outras vantagens irresistíveis.
Você se identificou com essa situação? Então você também foi vítima de uma venda emocional
Confira uma decisão judicial, dentre diversas outras, que condenam a Venda Emocional:
“Ementa: EMBARGOS DE DECLARAÇÃO – Interposição contra sentença condenatória – Inexistência de nulidade – Decisão sucinta, mas fundamentada. CONSUMIDOR – Time sharing – Venda emocional – Captação abusiva da vontade do consumidor, mediante exploração agressiva de suas emoções, quando se encontrava em férias – Dificuldade posterior criada, propositadamente, para o cancelamento do contrato, conforme manifestação feita logo após a respectiva assinatura – Dano moral caracterizado – Compensação pecuniária bem arbitrada – Sentença mantida por seus próprios fundamentos” (TJ-SP – Recurso Inominado Cível: RI 138116820168260001 SP 0013811-68.2016.8.26.0001)
A Justiça considera isso ilegal e vem dando decisões de cancelamento de contratos de Cotas Resort e a devolução dos valores pagos pelo consumidor.
